Entrevista com o autor do livro: Pégalus: O velho, um boneco e um caçador

Em 13.09.2017   Arquivado em Mudando de assunto
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Olá caro leitores, estou de volta! Tudo bem com vocês?

Essa é uma postagem diferente aqui no blog, é a primeira entrevista do Deixa-me ser, com um autor. Walter Fiqueirôa Craveiro nasceu em Recife, PE em 12 de outubro no ano de 1968. Filho de Marcelo Craveiro e Edna Fiqueirôa Craveiro. Cursou todo o colegial natal. Desde criança já despertava o interesse por redação e poesias. Escreveu o livro intitulado Pégalus: O velho, um boneco e um caçador, lançado em 2016 pela Editora Multifoco.

 

Sinopse:

A história a se contar nos remete a uma fantasia realista; um pequeno e interessante conto, onde o sonho se torna a chave para as portas da realidade, as busca pelo impossível através da fé brotada de uma simplicidade impar. Uma aventura a nos levar para um universo de cenários e situações fabulosos. O manar de um personagem incitando o óbito de uma vida, o estagnar de uma respiração.
Pégalu, um personagem criado pela imaginação dentro de um sonho, trazido para o mundo real. O tempo e o lugar onde a história se debruça se perde por entre as páginas lidas e folheadas pelo leitor… Aqui estou eu.
Minha narrativa se veste de um reflexo nas páginas lidas e vivenciadas de minha imaginação fértil e temerária durante minha existência entre os seres humanos. Sou um espectador e ao mesmo tempo, um contador de capítulos em palavras e estrofes soltar no papel em branco. Fui um personagem que viveu aquele mundo, aquela gente e aquele lugar tendo vários amigos em comum. As estrelas assistiram a tudo durante as noites frias de inverno. O dia trazido pelos raios solares, fora meus olhos diante de uma extraordinária riqueza natural. Minhas palavras se resumem entre a ficção e a realidade de um conto real.
Algumas pessoas se perderão nesse universo confuso e transparente. Mas cada palavra escrita, cada estrofe resumida e cada capítulo que se faz nessas páginas, é o revérbero de uma imagem de madeira crua, sacudida por sobre uma mesa redonda e de aparência envelhecida.

Para quem quiser acompanhá-lo e saber mais, aqui estão suas redes sociais:

Instagram: @espacoabertompb

Twitter: @WalterLeve

Google +: W. Figueirôa Autor

Youtube: W. Figueirôa Autor

Vamos à entrevista?!!

Para quebrar o gelo e conhecermos um pouquinho de sua história, me diga: quem é W. Figueirôa?

Uma pessoa tranquila, culta e que ama as palavras… não gosto muito de estudar, confesso. Mas, adoro pesquisar, quando se trata de escrever algum enredo que precise de pesquisa. Sou bem caseiro e amo a família.

Lembra-se da primeira vez que a literatura entrou na sua vida?

Sim. Quando fiz minha primeira redação na escola. Adorei aquilo: falar sobre algo, alguma coisa que viesse a mostrar, em forma de palavras, o que as pessoas queriam ler, ou, imaginar quando liam…

Você demorou muito tempo para achar uma editora que lançasse seu livro? Conte mais a respeito desse processo e se puder, qual conselho daria para os escritores iniciantes?

Não. Quando terminei de escrever esse livro, que foi uma coisa bastante mágica escrevê-lo, enviei a algumas editoras e quatro delas me retornou querendo publicá-lo sem que eu pagasse nada. Surpreendi-me com as respostas; quase todas falando bem de meu trabalho em se tratando da escrita e do enredo. Então fiquei em dúvida de qual delas aceitasse, mas a Editora Multifoco me despertou um maior interesse e, o trabalho deles é bastante profissional e de boa qualidade se tratando de edição e capa.

O conselho que dou aos escritores que querem ser publicados, é que procurem enviar o seu trabalho para as editoras que tenham a ver com seus gêneros.

Qual foi a sua inspiração para o título do seu livro e a criação dos personagens?

Olha, o título foi muito mágico, ele não tem sentido, foi uma palavra que criei. Não existe essa palavra, ou esse nome em lugar algum, nem no Google, mas antes dele nascer, me veio o nome do cavalo alado, mas não achei legal usar e mudei para Pégalus. Foi uma coisa inesperada mesmo. Os personagens, como tudo nesse livro foi bem como um toque de mágica, a não ser o personagem principal, que ele tem uma história incrível que deu origem ao livro inteiro; é o seguinte: Eu estava completamente doente, quando abri o face e vi uma imagem postada de um boneco de madeira deitado em cima de uma mesa também de madeira redonda. E daí por diante resolvi fazer, olhando aquela imagem, um treino de descrição. E depois que terminei, postei em um grupo de leitores e foi o máximo, comentários legais, que estava bom e queriam mais, o resto. Então resolvi continuar por causa dos comentários dos leitores… vi que estava escrevendo algo bom. Fiz um novo capítulo, postei, adoraram e pediram o resto. Resolvi fazer um livro com aquilo tudo, mas parei de postar no segundo, onde eles, os leitores, me cobraram… E pronto! O livro estava finalizado!

Quais autores são referências para o seu trabalho?

Tecnicamente falando, Roberto Drummond e o autor do livro: A menina que roubava livros, eles tem uma técnica genial, que despertou em mim a vontade de escrever igual a eles. Também sou fã do Monteiro Lobato, um de nossos escritores mais importante e criativo… e tantos outros.

Por que você acha que as pessoas devem ler o seu livro ou irão gostar de sua obra?

Em primeiro lugar: porque friso bem a conservação da natureza como ponto primordial nesse livro. E em segundo lugar: porque é uma narrativa gostosa e que não tem preferência de faixa etária de idade; tanto o idoso como a criança que já possa ler e entender, tem acesso a história desse livro. Resumindo: é um livro para todas as idades.

Quanto tempo demorou para concluir o seu livro? Foi algo feito aos poucos? Escrevia quando estava inspirado? Como foi esse processo?

Como te falei, quando comecei a descrever a imagem do boneco deitado e desolado em cima daquela mesa de madeira velha, não consegui mais parar de escrever e fui até o fim. Acho que passei uns seis meses só escrevendo. Me retirei do face por esse tempo e como diz a gíria, sentei o pau a escrever!

Qual a melhor hora para escrever? De dia, noite? No inverno, verão? Como você deve estar se sentindo para as ideias surgirem?

Olha, pra mim não existe essa coisa de hora ou tempo, a inspiração veio, eu escrevo. Se eu estiver, por exemplo, numa padaria da esquina, me sento, peço um café, que é de praxe e começo a colocar no papel o que quero… Não tenho preferência. Mas tenho algo que me deixa mais inspirado, música que tenha a ver com a história que escrevo. Aí consigo escrever bastante. Nesse livro eu ouvia músicas celtas para escrevê-lo, quando estava em casa.

Na sua opinião qual é a maior dificuldade de ser escritor no Brasil? Acha que o lugar onde você vive influência em alguma coisa?

A maior dificuldade de todos os autores brasileiros é a mesma, a divulgação por parte das editoras que os lança. No meu caso, se eles não cobraram nada para publicar minha obra, é porque ela tem algo que vai despertar interesse nos leitores e por que não divulgar se acha isso?! Me entende? Se eu tivesse pago para publicar, aí poderia ser que eles tivessem o motivo, mas não paguei nada, se não paguei nada e eles publicaram, é porque tem algo de interessante no livro. Então, seria o motivo mais óbvio pra que eles divulgassem o melhor possível. O problema é que empresário brasileiro não aposta, não investe na arte como nos países estrangeiros… Estive com um escritor da Universidade federal de Pernambuco, (porque sou de lá do Recife) me falou, que ao ver meu livro, se esse fosse publicado na Europa ou Estados Unidos, já estaria além do que está aqui no Brasil, exatamente porque lá, eles quando veem algo no trabalho do autor , eles investem… mas, tudo bem. Temos mesmo que correr atrás para chegar lá. Afinal, eu consegui o mais difícil: a Editora e quero frisar aqui, que estou em dívida com ela, por motivo financeiro. Agradeço sempre ao grupo editorial que me aceitou com minha obra.
Aqui onde estou residindo, é um lugar mais fechado pra arte, minha opinião. Gosto muito de Goiânia para morar, friso que ainda quero voltar para o Recife.

Você chegou a desistir de escrever?

Não. Acho que, quem desiste é porque não tem sonho. Mesmo que não tenhamos êxito no que fazemos, vale a pena a experiência de vivê-la os momentos… Isso é o mais importante, e o meu livro é como um filho, que nasceu e eu quero cuidar dele, mesmo sabendo que o mundo o abandonou ou não o vê com bons olhos, (que não é o meu caso. rsrs!)

Qual será o seu próximo livro ou futuros projetos literários? Tem algo em mente?

Estou terminando um romance de época intitulado: O Pintor e o Amante; um romance que se passa no Recife nos anos 30 de um pintor revolucionário e tenho outros projetos começando, como: A série Mooca, um livro pequeno com vários episódios e a continuação desse livro Pégalus; acho que vão ser 4 ou 5 livros, estou com um projeto na cabeça. Não sei se o próximo será a série ou o romance.

Quando você lê o livro de um escritor mais ou menos da sua idade, que disputa mais ou menos os mesmos espaços que você, a torcida é para que o texto seja bom ou ruim?

Não tenho isso comigo de disputa, não estamos mais na época de disputar a arte, tem campo pra todos. Tem leitor pra todo tipo de literatura e pra todos os autores… O Brasil, pelo o que eu estou vendo, melhorou se tratando de leitores; aumentou, devido os filmes estrangeiros dos livros deles. Isso tem despertado interesse nos leitores brasileiros. Então, torço para que seja o melhor o meu vizinho escritor. Acho que escrever é mais do que uma escrita, é uma arte!

Alguma vez você aprendeu algo com uma crítica? Se aprendeu, isso mudou seu jeito de escrever?

Sim. Principalmente, quando estava escrevendo esse livro. A crítica veio de uma leitora muito especial, que lia os capítulos que eu postava no grupo de leitores. Ela foi muito educada ao criticar e eu que não sou bobo, aproveitei para aprender com uma pessoa, que não era escritora, mas lia bastante e quem lê muito, sabe muito! “Acho que na vida, nem sempre se ganha, mas vale a experiência vivida.” Frase que eu mais gosto desse livro, é meu guia como escritor. Por isso, se não seguir como eu planejar, pelo menos não fico depressivo… rsrrs!

Além de escrever o que mais faz?

Sou técnico em farmácia de manipulação.

O que você gostaria de fazer todos os dias da sua vida na sua carreira?

Eu amo as palavras e escrever pra mim bastava!

Quem é a pessoa mais inteligente que você conhece pessoalmente? Por quê?

Pessoalmente…? kkkk!! Acho que meu irmão mais velho, ele é um auto didata!

Se você pudesse fazer uma boa ação para o mundo, o que faria?

Mudaria a qualidade de vida dos países que são desprezados, apesar de possuir uma riqueza natural muito grande, vivem, por motivos diversos, na pobreza lastimável. Eles não precisam só de comida, mas de uma ajuda econômica dos países mais ricos, que se interessassem pra ajudar de verdade, não só matar a fome, que é uma necessidade, um fato. Enquanto gastam com bombas atômicas e testes inconsequentes, deveriam pensar mais e tentar investir nesses lugares que precisam de uma vida mais justa e melhor. E teriam um retorno em relação a investimentos. O maior motivo que faz acontecer essas calamidades é a falta de compreensão, de amor universal!

Além do seu livro que outro indicaria?

São muitos… Mas, posso indicar O menino do pijama listrado, um livro muito bom. Emocionante!

Uma frase:

“Na viada, nem sempre vencemos, mas vale a experiência vivida” Do Livro: Pégalus.

Deixe um recado para os seu leitores..

Espero que gostem do meu trabalho, não só como um simples livro de história, mas também como uma lição de vida, se tratando de preservação da NATUREZA em todos os aspectos… Um abraço a todos, de um pequeno escritor tentando um lugar ao sol…

E chegamos ao final, espero que vocês tenham gostado, para autores que talvez queiram ser entrevistados, só entrar em contato e para os leitores espero que além de conhecer um pouco mais sobre o autor deem uma chance para o livro, que vai valer a pena!

Interessados no livro:

Wattpad

Editora Multifoco

Livraria Cultura

Beijos e até a próxima!

Ei! Não saia sem me contar o que achou do blog ou sua opinião sobre a postagem. Vou adorar saber!

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